SER CRIANÇA É ... O cantinho da nossa Alma onde se é genuinamente feliz. É onde queremos que estejam todas as crianças que conhecemos e aquelas que não conhecemos. As nossas e as dos outros. As daqui e as de além.

Queremos fazer desse canto da Alma uma mansão cheia de portas e túneis, um castelo ou uma gruta com espaço para aventuras em terra, no espaço, ou no mundo subaquático. Aqui, os monstros e as fadas podem fazer corridas de carros contra os animais das fábulas. Aqui vamos contar, ilustrar, animar, vamos trazer quem saiba escrever sobre coisas interessantes para os miúdos e para os graúdos deles. O nosso limite é o da imaginação. E todos nós sabemos onde ela leva as crianças...

segunda-feira, 11 de março de 2019

O FORMIGUEIRO AVARIADO



Antes de mais, confesso: andava à procura de uma desculpa para falar sobre…formigas. 

Por um par de anos procurei saber onde arranjar um formigueiro para as poder observar. Perdão, para as crianças as poderem observar. Eu?!...disparate. Mas a verdade é que encontrei e é um projeto nacional devidamente patenteado. Só boas notícias! 
São fascinantes e interessantes. E depois de ter o formigueiro e a minha rainha, quero dizer a rainha deles, procurei livros sobre elas. Procurei muito porque queria um que fizesse jus àquilo de que gosto nelas e que pudesse trazer uma mensagem relevante para crianças, pais e educadores. Encontrei! É este que trago hoje. 

Foi escrito por Margarida Fonseca Santos, autora de livros para crianças e jovens, escreve regularmente para Teatro e é responsável pelo blog Histórias em 77 palavras

Queria trazer para o pé de nós esta autora há que tempos, portanto tudo se alinhou na perfeição. 

Já o mesmo não parece estar a acontecer neste conto: Caos. Desordem. Desarrumação. 

Ui, já assim de repente 3 palavras que arrepiam pais e educadores. É certo que um nadinha de cada também não faz mal mas muito de todas e ausência de regras à mistura e temos o caldo entornado. 

Vamos por partes arrumar as ideias do conto escolhido para hoje?

1. As formigas que por definição são ordeiras, trabalhadoras, organizadas e cooperantes, deixaram de ser. 
2. Cada uma faz o que quer, quando quer e se lhe apetecer. 
3. O que se passa dentro do formigueiro e que deixa o nosso herói muito espantado se calhar é espelho daquilo que nós andamos também a fazer. 

Estamos perante um motim, uma revolta. Algumas acham que estão a escolher a Democracia mas estarão mesmo...? Instalou-se a preguiça, a falta de educação e ninguém se entende. 

E entre nós, humanos? As regras são ou não importantes? Até que ponto temos consciência das consequências daquilo que fazemos ou deixamos de/por fazer?

Quer parecer-me que há muito aqui para aprender… 

Já agora: espreitem a guarda do livro. As formigas do início são iguais às do fim?... (e nem fui eu a reparar. Uma das crianças a quem li o livro é que percebeu. Isto só reforça aquilo que penso sobre a importância da ilustração e do livro físico.)

Original de Margarida Fonseca Santos  //  Lido a partir de “O formigueiro avariado” – Clube do Autor Editora

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