SER CRIANÇA É ... O cantinho da nossa Alma onde se é genuinamente feliz. É onde queremos que estejam todas as crianças que conhecemos e aquelas que não conhecemos. As nossas e as dos outros. As daqui e as de além.

Queremos fazer desse canto da Alma uma mansão cheia de portas e túneis, um castelo ou uma gruta com espaço para aventuras em terra, no espaço, ou no mundo subaquático. Aqui, os monstros e as fadas podem fazer corridas de carros contra os animais das fábulas. Aqui vamos contar, ilustrar, animar, vamos trazer quem saiba escrever sobre coisas interessantes para os miúdos e para os graúdos deles. O nosso limite é o da imaginação. E todos nós sabemos onde ela leva as crianças...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O SOLDADINHO DE CHUMBO





Escrito por Hans Christian Andersen e publicado em 1838, este conto é o exemplo das histórias sem final feliz. Esta perspetiva, comum às narrativas de Andersen, hoje muitas vezes abandonada pelos autores infantis (erradamente, na minha sincera opinião), introduz no imaginário do ouvinte sensações reais e aplicáveis ao dia a dia, sensações de temor, abandono, mas também de entrega, dedicação, amor e bravura.

O bravo soldadinho, que se mostra corajoso independentemente de ter menos uma perna que os seus irmãos, embarca numa estranha viagem que o traz de volta para perto do seu amor a quem nunca revela o sentimento que o move...

O elemento da diferença e de como se superam limites que condenam à partida a existência heróica de um soldadinho de chumbo (estanho, no original) refletem aquilo que queremos idealmente atingir enquanto seres sociais: ignorar as diferenças (raciais, ideológicas, políticas...) ou incapacidades (deficiências, limitações físicas ou psicológicas). Estas são as aptidões que queremos deixar como legado e que devemos relembrar e fazer por aplicar.


Original de Hans Christian Andersen  //  Lido a partir de: "Os mais belos contos de fadas - Uma antologia RD" 1970

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